segunda-feira, 16 de junho de 2014

Mobilidade Reduzida

Dificuldade de se locomover por causa da miastenia gravis.

Há muito tempo tenho dificuldade para andar, sentar, levantar, subir e descer degraus... A minha mobilidade já é reduzida.
mobilidade reduzida
Mobilidade Reduzida
 A questão é que, no meu caso, o problema não se limita apenas a lentidão de meus movimentos. Isso está afetando o meu psicológico. Ter que sair na rua, apavora-me.

Sim, eu fico em pânico quando percebo que não tenho plenos movimentos.

Ao andar na rua, faço muitas pausas. Ficar parada na rua ou na calçada é algo que chama um pouco a atenção. Eu sinto muita vergonha de não poder sair do lugar a hora que quero. Sinto-me exposta e sem proteção.

mobilidade reduzida
Aliás, sair e ir aonde quero também já não faz parte da minha realidade. Isso está deixando meu estado de humor muito abatido.

Não consigo usar o transporte público, no qual a acessibilidade é atendida apenas para o cadeirante e talvez alcance o deficiente visual, aqui aonde resido. 

A pessoa com a mobilidade reduzida possui os mesmos direitos das pessoas portadoras de deficiências físicas no que se refere a acessibilidade no transporte público, entre outros. Mas o governo, em geral, atende somente o que considera de "maior necessidade".
Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.
Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.
Leia a lei na íntegra: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L10098.htm
Eu tentei ter meu direito atendido tanto na secretaria de transporte do município, tanto na Defensoria Pública. Porém, não consegui. Na Defensoria Pública, eu esperava conversar com o Defensor, mas apenas passei pela triagem e de lá fui dispensada, argumentaram que nada podiam fazer.

Então é isso.

Mais um desabafo no blog. Hoje estou me sentindo arruinada...

arruinada



6 comentários:

  1. Olá! Eu vivi por algum tempo (ainda estou em recuperação) a experiência de depender das pessoas para me locomover, tomar um banho, subir degraus... e precisei de cadeira de rodas e muletas para isso. Passei, durante uns 2 meses, sentindo um pouquinho do que sentem as pessoas com dificuldades de locomoção: caixas 24h altos demais, caixas de supermercado muito estreitos para uma cadeira de rodas, etc. Fico imaginando quem passa todos os dias de sua vida com essa dificuldade sem ter seus direitos básicos respeitados. Nada fácil e mais uma luta a ser levada adiante.
    Beijinhos! <3

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    1. Outra coisa: ninguém tem culpa de não poder mover-se com rapidez ou precisar parar de vez em quando e não há porque sentir vergonha disso. Vergonha deveria sentir quem administra nossas cidades por não ter competência de oferecer igualdade e conforto a todas as pessoas.
      Novamente beijinhos, boa semana e sucesso pra ti! :)

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    2. Muito obrigada, Rejane, por suas palavras de apoio. Vc está certa, não sou eu que deve sentir vergonha, mas o Governo por ser falho sobre acessibilidade.

      :)

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  2. Seu post é imensamente sério e infelizmente a doença é pouco conhecida. É lamentável que também seja ignorada pela defensoria pública!

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  3. Se eu puder ajudar alguma coisa, entre em contato [sou Farmacêutica e uma consultoria de Planejamento Estratégico de Marketing, e se achar viável fazer uma campanha sobre o assunto e eu puder ajudar, me avise!]
    Meu e-mail: tatiana@bloodbuzzmarketing.com

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    1. É uma boa ideia, Tati. Pensarei melhor a respeito.

      Muito obrigada.

      :)

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