segunda-feira, 20 de junho de 2016

O Meu Jejum A Base de Água


Escrevi o relato, abaixo, no dia 15/10/2015 e publiquei, primeiramente, em um fórum de internet que participo:

http://www.brekgo.com/forum/topic/5180-meu-jejum-higienista/?page=1



O MEU JEJUM!

Eu fiz um jejum de 7 dias - só tomando água - na última semana de setembro de 2015
Foi o período da minha vida adulta que mais bebi água!

Jejum higienista, isto é, em prol da saúde. Alguns médicos norte-americanos, que usam a prática do jejum como tratamento de seus pacientes, assim denominam o jejum a base de água.

Fiz mesmo, o Mega (meu grande amigo) está de prova!

E foi algo tão incrível e de impacto sobre mim que, sim, eu mudei! Não só porque perdi 4 kg no processo de jejuar, mas porque meu paladar resetou!

Depois de terminar o meu jejum de 7 dias, eu me tornei uma devoradora de folhas vegetais.

Meu paladar está bem apurado. Aquela aversão à folhas vegetais, isso não existe mais. O meu alimento predileto, hoje, são as folhas, tais como, alface, acelga, rúcula, repolho, cebolinha, (salsinha eu não gostei, achei muito amarga), coentro. Quero muito experimentar alho poró, alface roxa, pimenta vermelha (embora este não seja folha), não encontro aqui por perto.

o meu jejum a base de água


Como bastante folhas - é o meu alimento predominante. Geralmente, dão mais satisfação do que frutas.

Eu bebo suco de limão sem precisar adoçar, sem problema nenhum. É comum eu comer uma vasta salada onde espremo 1 limão inteiro para temperar, porque, para mim, fica muito mais saboroso.

O mesmo vale para o suco de maracujá. Não preciso mais adoçar. Gosto inclusive de sentir o sabor integral da polpa, ao abrir a fruta, sem diluir na água.

Já gostava de pepino, mas não tinha o hábito de comer com regularidade. Agora isso ocorre.

Após o jejum e mantendo uma dieta crudívora (foi fácil virar crudívora, depois do processo), perdi 7 kg no total e estou saindo do sobrepeso.

Toda experiência, jejum e mudança alimentar, já faz 1 mês. Tenho me sentindo muito bem, como há muito não sentia.

Já não mais ingiro sal, gordura, açúcar, óleo de nenhum tipo produzidos pela indústria alimentícia. Minha dependência química dessas substâncias foi desfeita - um dos efeitos benéficos do jejum.

Só o fato de não estar mais ingerindo-as, tenho mais energia, pois não sobrecarrego meu fígado e rins, que filtram impurezas, mas geralmente, não dão conta de realizar o trabalho pleno sobre as comidas industriais - há muitas consequências negativas sobre o corpo quando sobrecarregamos orgãos tais como o fígado. Uma das consequências é o envelhecimento precoce, isto é, as células acumulam bem mais toxinas e não há muita energia sobrando no corpo para o processo de desintoxicação, pois há digestão e os processos de filtragem ocorrendo intensamente - consomem muita energia - sem mencionar o alto custo energético da atividade cerebral. Não é atoa, que depois do almoço, as pessoas costumam sentir sonolência e cansaço. Depois do almoço, ingerindo comidas cozidas, fritas e/ou assadas, o rendimento das atividades diárias costumam não ser as mesmas de antes.

Para mim, fazer o jejum foi fácil, pois já tinha me preparado, recolhido depoimentos de outras pessoas que fizeram jejum higienista, visto documentários, e lendo o livro Jejum Higienista de Eduardo Corassa. Psicologicamente, estava bem preparada. Foi bem tranquilo.

O mais difícil, acreditem, foi o desjejum. Meu corpo já estava adaptado ao processo e precisei interromper para voltar a trabalhar, embora tivesse reserva de massa para mais de 15 dias (sim, jejum é assunto vasto).

Realizar o jejum, para mim, foi derrubar um tabu. Interiormente, foi revolucionário. Agora, pode parecer estranho, mas "escuto" o meu corpo. Por exemplo, quando tentei retomar o açúcar mascavo, passei mal, não gostei.

As folhas vegetais me causam imediato e prolongado bem estar. Pesquisando sobre todas as folhas, que tenho comido, todas são ricas em fibras, vitamina C, baixa calorias, as escuras são ricas em ferro, as claras ricas em cálcio, têm propriedades medicinais em maior ou menor grau.

Também pesquisei sobre outros alimentos que tenho consumido: o limão e o gengibre são reconhecidos desde a Antiguidade por suas propriedades medicinais. Na Idade Média, na área que hoje estão os países escandinavos, trocava-se ouro por alguns limões. O limão prevenia escorbuto e tb tratava, benéfico para várias enfermidades. Na Idade Média, na Europa, foi obrigatório que, em navios, carregassem limões, para evitar o escorbuto - carência extrema de vitamina C. Nos navios, não haviam folhas frescas nem frutas. Apenas massas e comidas em conserva. Só o gengibre é um assunto a parte. Também o consumo com regularidade.

Eu pensei que no meu crudivorismo, iria comer frutas predominantemente. Mas, na realidade, após o jejum, me apetece muito mais as folhas do que as frutas.

Minha pele está ótima. Algumas pessoas mais próximas já elogiaram minha aparência e perguntam o que tenho feito para estar assim? Eu falo que tenho comido muitas saladas, sucos de frutas e bebido muita água. Sobre o jejum, é difícil, para mim, falar assim diretamente para pessoas que não me conhecem muito. Estou treinando aqui.

Acho que por hora é isso. Descobertas e ainda se deparando com novas descobertas a respeito do jejum higienista e do crudivorismo.

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